Pedro Bento e Zé da Estrada Amor Proibido (1965)

Amor Proibido

Resenha do LP da Dupla

Pedro Bento e Zé da Estrada – Amor Proibido.

Por certo quem prestigia o Baú de Long Playing e gostou dos álbuns de Pedro Bento e Zé da Estrada aqui postados anteriormente, “Quatro rancheiros” , “Quatro de ouro”, “Dama de branco” e a compilação “Os grandes sucessos”, pediu mais. Por isso, trazemos mais um álbum da queridíssima dupla, Amor Proibido.

Lançado em 1965 pela Continental, Amor Proibido é o natural prosseguimento de uma linha de trabalho já consagrada, seguindo aquela antiga máxima: “Em time que está ganhando não se mexe”. Vocês já sabem que Pedro Bento e Zé da Estrada foram os pioneiros na introdução de elementos da música regional mexicana no gênero sertanejo, nitidamente influenciados pelo trovador Miguel Aceves Mejia. Tudo isso aqui transparece, com um cardápio recheado de canções rancheiras, boleros, huapangos, com direito até mesmo a uma rumba. No caso, é a faixa-título deste disco, Amor Proibido, de Pedro Bento e Luiz de Castro. Eles também assinam juntos outras duas faixas aqui presentes: os boleros “Meu erro”, este faixa de abertura do disco, e “Casa vazia”, originalmente gravado pela própria dupla em 1964. “Jamais terei ilusão” é a adaptação, feita por Luiz de Castro, da canção folclórica mexicana “Las mañanitas”. A gravação original da letra brazuca também é de 1964, feita pelas Irmãs Maria. Outra versão consagrada é “Deixe pra mim a culpa (Echame a mi la culpa)”, feita por Nilza Miranda sobre trabalho original do mexicano José Angel Espinosa , o Ferrusquilla (1919-2015). Apresentada aqui em andamento de canção rancheira, teve inúmeros outros registros, um deles em ritmo de bolero, com Agnaldo Rayol. Outro famoso cantante mexicano, José Alfredo Jimenez (1926-1973), assina “Conquistando a ti”, com letra brazuca de Waldomiro de Oliveira. Temos ainda uma regravação do bolero “Perambulando”, de Bolinha (Euclides Pereira Rangel) e Zé Mineirinho, sucesso em 1957 com o Trio Repentista. Os próprios Pedro Bento e Zé da Estrada, mais Douradense, assinam outro bolero, “Aventureira”. E há mais três composições desse gênero, sempre tão bem acolhido pelo público brasileiro: “Um novo amanhã” (Luiz de Castro e João Borges), “Tu, sempre tu” (do mesmo Luiz de Castro com Sebastião Aurélio) e a faixa de encerramento do disco, “Atenda” (Chuvisco, Sérgio de Morais e O. Rodrigues). Tudo isso, mais o huapango “Ladrão de amor” (Antônio Lima e Nhô Nico), compõe mais um primoroso trabalho fonográfico de Pedro Bento e Zé da Estrada, que o Baú de Long Playing tem a grata satisfação de entregar a vocês. Arriba!

Texto: SAMUEL MACHADO FILHO.

LP da Dupla Pedro Bento e Zé da Estrada Amor Proibido (1965)

Álbum: Amor Proibido
Ano/Gravadora: (1965) Continental PPL 12.174
Outra Edição: (1968) Caboclo/Continental CLP 9020
Artista(s): Pedro Bento e Zé da Estrada
Acervo: Paulo Lucio
Formato: Vinil – 320 kbps

Fonogramas Lado A
A01. Meu Erro – (Luiz de Castro – Pedro Bento) – (Bolero)
A02. Amor Proibido – (Luiz de Castro – Pedro Bento) – (Rumba)
A03. Ladrão de Amor – (Antônio de Lima – Nhô Nico) – (Huapango)
A04. Perambulando – (Bolinha – Zé Mineirinho) – (Bolero)
A05. Conquistando a Ti – (José A. Jimenez – Adap.: Waldomiro de Oliveira) –
A06. Aventureira – (Pedro Bento – Zé da Estrada / Douradense) – (Bolero)

Fonogramas Lado B
B01. Jamais Terei Ilusão – (Adaptação de Luiz de Castro)
B02. Um Novo Amanhã – (Luiz de Castro – João Borges) – (Bolero)
B03. Deixe Pra Mim a Culpa – (José A. Espinosa – Versão: Nilza Miranda) – (Rancheira)
B04. Tu Sempre Tu – (Luis de Castro – Sebastião Aurélio) – (Bolero)
B05. Casa Vazia – (Luis de Castro – Pedro Bento) – (Bolero)
B06. Atenda – (Chuvisco – Sergio de Morais – O Rodrigues) – (Bolero)

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