Ciccillo E Seu Violino – Um Beijo E Um Violino

Um Beijo E Um Violino

Resenha do Long Playing

Um Beijo E Um Violino

O violino é o menor e mais agudo dos instrumentos de sua família, que ainda possui a viola e o violoncelo. Possui timbre agudo e estridente, mas dependendo do encordoamento utilizado e da forma de execução , podem-se produzir timbres mais aveludados. O violino é mais comumente utilizado nos naipes de cordas das orquestras. Embora o gênero mais comum seja a música erudita, diversos músicos utilizam o violino na música folclórica, no rock e outros gêneros populares.
Francisco Bernardo, o Ciccillo, foi violinista-spalla (líder do naipe de primeiros-violinos) da Orquestra Sinfônica Brasileira, e músico requisitado em importantes gravações entre as décadas de 1940 e 60. Entretanto, só conseguiu gravar um único álbum como solista de seu instrumento, em 1959, na Polydor, gravadora cujo diretor artístico, na época, era o cantor Joel de Almeida: “Um beijo e um violino”, raridade que o Baú de Long Playing tem a grata satisfação de oferecer hoje. O repertório foi escolhido entre sucessos da ocasião e outros passados, perfazendo um total de doze faixas (a maior parte representando a “canzone alla italiana”), onde Ciccillo mostra todo o seu virtuosismo na execução desse instrumento, cujo aprendizado é difícil e requer muita dedicação. O maestro e pianista gaúcho Romeu Fossatti , primo de Radamés Gnattali, compôs especialmente para este disco a faixa “O cachimbo do Ciccillo”, o que também é o caso de “Em continência ao choro”, de autoria do maestro e também violinista Eduardo Patané. Ciccillo ainda põe as cordas de seu instrumento a serviço de hits do porte de “Piccolissima serenata”, “Balada triste”, “Luna rossa”, “Sonoroso” (cujos autores, K-Ximbinho e Del Loro, faziam parte da Orquestra Tabajara de Severino Araújo), “Anema e cuore”, “Malafemmena” (de autoria do comediante Antonio de Curtis, o Totó, cujos filmes então arrebentavam nas bilheterias) , “Luna rossa”, “E troppo tardi” e a tradicionalíssima “Torna a Surriento”. Tudo isso reunido em um trabalho raro, difícil mesmo de se encontrar por aí. Vale ressaltar que o violonista Arthur Bernardo, irmão de Ciccillo, foi um dos fundadores do conjunto Demônios da Garoa, o mais lôngevo em atividade no Brasil. E seu sobrinho, Marco Bernardo, é hoje pianista renomado e eclético, que transita fluentemente por gêneros populares (inclusive o choro) e o erudito. Ecletismo, ao que parece, herdado do tio Ciccillo, cujo talento e virtuosismo agora poderemos apreciar através deste raro álbum. Confira…

Texto: SAMUEL MACHADO FILHO

Ciccillo E Seu Violino – Um Beijo E Um Violino (1959)

Álbum: Um Beijo E Um Violino
Ano/Gravadora: (1959) Polydor LPNG 4.035
Artista(s) do Álbum: Ciccillo E Seu Violino
Acervo: Eliane
Formato: Vinil – 320 kbps

Fonogramas Lado A
A01. Piccolissima Serenata – (Gianni Ferrio / Antonio Amurri)
A02. O Cachimbo do Ciccillo (Romeu Fossati)
A03. Malafemmena (Antonio de Curtis ”Totó”)
A04. Luna Rossa (A. Avian / V. de Crescenzo)
A05. Arrivederci Roma (Renato Rascel / Pietro Garinei / Sandro Giovannini)
A06. E Troppo Tardi (Walter Coli)

Fonogramas Lado B
B01. Come Prima (Mario Panzeri / Sandro Taccani / Vincenzo Di Paola)
B02. Sonoroso (K-Ximbinho / Del Loro)
B03. Anema e Core (Salvatore D’Esposito / Tito Manlio)
B04. Em Continência ao Choro (Eduardo Patané)
B05. Balada Triste (Dalton Vogeler / Esdras Pereira da Silva)
B06. Torna A Surriento (Ernesto de Curtis)

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Um Beijo : Zip

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